Médico ortopedista avaliando quadril dolorido de paciente em consultório

Ao longo da minha experiência acompanhando pacientes com limitações de movimento e dor no quadril, percebo como a artrose nessa articulação pode transformar a rotina e a qualidade de vida. Muitas vezes, pequenos incômodos evoluem silenciosamente até impactar tarefas simples, como levantar da cadeira ou dar uma caminhada. Vou explicar de forma clara o que é esse desgaste, o que causa, como identificar e quais caminhos de tratamento podem devolver autonomia, baseando-me nas orientações dos principais órgãos de saúde e dialogando com a atuação do Dr. Otávio Cadore em Porto Alegre.

O que é a degeneração do quadril?

No contexto ortopédico, a artrose no quadril é uma doença degenerativa caracterizada pela deterioração gradual da cartilagem que reveste a articulação. Com o tempo, essa cartilagem se desgasta, deixando de proteger o contato entre os ossos. Quando isso ocorre, o atrito gera dor, estalos e rigidez, comprometendo movimentos antes naturais.

Segundo dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 60% das pessoas acima dos 50 anos apresentam algum grau de degeneração nas cartilagens, com alto risco de desenvolver artrose (dados da OMS indicam que).

Causas mais comuns da artrose no quadril

Ao conversar com meus pacientes, sempre reforço que nem sempre há um único fator desencadeante, mas sim uma soma de possibilidades que aumentam o risco de desgaste articular ao longo do tempo. Entre os principais causadores, destaco:

  • Envelhecimento natural – O desgaste progressivo das cartilagens faz parte do envelhecimento.
  • Sobrepeso e obesidade – O excesso de peso sobrecarrega a articulação e acelera a degeneração.
  • Traumas e fraturas
  • Atividade física intensa de alto impacto ao longo da vida
  • Doenças reumáticas
  • Predisposição genética e histórico familiar
  • Alterações anatômicas do quadril desde o nascimento

A Sociedade Brasileira de Reumatologia ressalta que pelo menos 15% da população acima de 30 anos é impactada por algum grau de osteoartrite, sendo esta a principal causa de consultas reumatológicas no país (Sociedade Brasileira de Reumatologia estima).

Sintomas que não devem ser ignorados

Os relatos de quem sofre com artrose na articulação do quadril costumam ser muito parecidos, principalmente após períodos de repouso ou esforço. Em minha prática, ouço frequentemente reclamações de:

  • Dor profunda na virilha, na lateral do quadril ou irradiada para a coxa;
  • Rigidez ao acordar, com sensação de “quadril travado”;
  • Estalos e sensação de peso ao andar ou levantar-se;
  • Limitação de movimentos, especialmente para calçar sapatos, cruzar as pernas ou subir escadas;
  • Dificuldade para agachar e levantar do sofá;
  • Claudicação (mancar ao caminhar);
  • Alterações funcionais, como precisar de apoio para caminhar longas distâncias.

No dia a dia, percebo como sintomas até discretos podem tirar a autonomia das pessoas, prejudicando a mobilidade e impactando no humor.

Como é feito o diagnóstico?

O primeiro passo é uma avaliação clínica detalhada. Durante a consulta, avalio histórico, sintomas, limitações e realizo manobras específicas. Os exames de imagem são fundamentais para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas de dor no quadril. Entre eles, destaco:

  • Radiografia do quadril: mostra o grau de desgaste, presença de osteófitos (bico de papagaio) e estreitamento articular.
  • Ressonância magnética: indicada em casos iniciais ou duvidosos, ajuda a avaliar cartilagem, ligamentos e identificação precoce de osteonecrose (osteonecrose pode envolver morte do tecido ósseo nessa região do quadril).
  • Exames laboratoriais: para afastar infecções ou doenças inflamatórias.

Segundo publicações revisadas (artrose é identificada por exames de imagem), ainda não existem métodos capazes de reverter o processo degenerativo, mas um diagnóstico claro é o que direciona o melhor plano terapêutico.

Opções de tratamento disponíveis

Quando penso em abordagem para cada pessoa, sempre busco adaptar às necessidades, levando em conta a intensidade dos sintomas e o quanto o problema limita a rotina. Seguindo a experiência do Dr. Otávio Cadore, costumo apontar os seguintes caminhos:

  • Adaptação de hábitos e controle do peso corporal;
  • Fisioterapia regular;
  • Medicações orais (analgésicos, anti-inflamatórios) para controle da dor;
  • Infiltrações com corticóide ou ácido hialurônico, em casos específicos;
  • Cirurgia de prótese total em quadros avançados (estudos ressaltam a importância de boa indicação cirúrgica).

Paciente fazendo fisioterapia de quadril com fisioterapeuta supervisionando O objetivo geral do tratamento é sempre melhorar a mobilidade, reduzir dor e preservar ou resgatar a independência do paciente.

O papel da fisioterapia na reabilitação

Vejo na prática que a fisioterapia é uma aliada potente na reabilitação. Alguns exercícios que recomendo frequentemente incluem:

  • Alongamentos específicos para a musculatura do quadril
  • Fortalecimento de glúteos, abdominais e músculos da coxa
  • Propriocepção e equilíbrio para prevenir quedas
  • Exercícios de baixo impacto, como bicicleta ergométrica
Movimento é tratamento.

A orientação individualizada é indispensável, pois exercícios mal realizados podem piorar a dor. A fisioterapia bem conduzida costuma devolver confiança e melhorar muito o controle dos sintomas, reduzindo a necessidade de remédios contínuos.

Prevenção e dicas para qualidade de vida

Embora o avanço da idade não possa ser evitado, orientações simples podem retardar o desgaste articular e favorecer uma vida ativa. Em minhas conversas com pacientes no consultório e no site do Dr. Otávio Cadore, reforço:

  • Manter o peso saudável
  • Praticar exercícios adequados à faixa etária
  • Evitar sedentarismo, mas sem sobrecarregar grandes articulações
  • Realizar acompanhamento médico periódico
  • Buscar apoio ao identificar qualquer limitação articular que impacte nas tarefas diárias

Para saber mais sobre prevenção, saúde articular e hábitos de vida, aconselho ler outros conteúdos disponíveis em saúde e qualidade de vida.

Conclusão

Mesmo com o desgaste das articulações do quadril, acredito que é possível reencontrar bem-estar e recuperar a autonomia, principalmente com diagnóstico precoce, acompanhamento ortopédico e tratamentos personalizados. Se você busca soluções para alívio da dor, reabilitação e retorno à sua rotina normal, recomendo esclarecer dúvidas e avaliar o seu caso com equipes como a do Dr. Otávio Cadore, sempre focadas na recuperação com cuidado e atenção aos detalhes.

Te convido a conhecer outras abordagens e atualizações em ortopedia, mobilidade e tratamentos, sempre no foco da qualidade de vida, nas categorias ortopedia, mobilidade e tratamentos

Perguntas frequentes sobre artrose de quadril

O que é artrose de quadril?

É o desgaste progressivo da cartilagem do quadril, levando à dor, limitação de movimentos, estalos e inflamação na articulação, especialmente em pessoas acima de 50 anos. Está entre as causas mais frequentes de dor e incapacidade na população adulta.

Quais os sintomas da artrose no quadril?

Os sintomas mais comuns são dor na virilha ou lateral do quadril, limitação importante dos movimentos (dificuldade para caminhar, vestir roupas ou subir escadas), rigidez ao acordar e sensação de estalo. Com a evolução, pode haver claudicação e perda de força muscular em atividades simples do cotidiano.

Como tratar artrose de quadril?

O tratamento inclui controle de peso, adaptação de hábitos, fisioterapia específica, uso de analgésicos e anti-inflamatórios, infiltração em alguns casos e, nas fases avançadas, indicação de cirurgia para colocação de prótese, sempre com acompanhamento especializado.

Artrose de quadril tem cura?

Não existe cura definitiva, mas é perfeitamente possível controlar os sintomas, retardar a evolução e garantir boa qualidade de vida com as terapias adequadas. O suporte de equipes multidisciplinares, como a do Dr. Otávio Cadore, faz muita diferença nos resultados.

Quais exercícios são recomendados para artrose?

Exercícios de baixo impacto, como alongamentos, fortalecimento de glúteos e coxa, bicicleta ergométrica, hidroginástica e movimentos controlados, sempre orientados por fisioterapeuta, são indicados para preservar a mobilidade e reduzir a dor no quadril afetado.

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Dr. Otávio Cadore

Sobre o Autor

Dr. Otávio Cadore

Dr. Otávio Cadore é ortopedista, traumatologista e cirurgião de quadril em Porto Alegre. Dedica-se ao diagnóstico, tratamento e recuperação de pacientes com dores, lesões e limitações ortopédicas. Conhecido pela atenção aos detalhes e cuidado humanizado, Dr. Otávio é referência no manejo clínico e cirúrgico das mais diversas condições ortopédicas, proporcionando alívio, mobilidade e melhor qualidade de vida a pessoas de todas as idades.

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